PSDB Alagoas lança a pré-candidatura da Cris de Madri - travesti, negra e periférica

O PSDB Alagoas terá a primeira pré-candidata travesti a Deputada Estadual. Cristiane Oliveira Araújo da Silva (Cris de Madri), negra, periférica.

Cris de Madri que trás consigo um slogan “Construindo Alianças por uma Alagoas de Solidariedade”, contou um pouco da sua trajetória com exclusividade para o site Diversidade Tucana.
 
 
 

Nascida em Maceió em 1961, filha de Cicera da Silva Araújo e Antônio Medeiros de Araújo, formada em Enfermagem, sua trajetória se deu dentro do Grupo Gay de Alagoas, contribuiu para a formação da OSC (Organização da Sociedade Civil) Pró Vida, sendo a primeira Coordenadora Geral desta Instituição.
 
Cris de Madri morou por alguns tempos na Europa, ao voltar para Maceió fundou a Associação de Travestis e Transexuais de Alagoas – ASTTAL, ocupando a presidência até os dias atuais. Atuou durante 6 anos no Consultório na Rua como agente social. Em 2015 foi eleita como titular para ocupar uma das cadeiras do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT (CECD/LGBT), sendo eleita a primeira travesti de Alagoas à frente de um Conselho de Direito. Cristiane Oliveira Araújo da Silva ocupa atualmente uma das cadeiras do Comitê Técnico da Saúde da População LGBT de Alagoas. Na ANTRA, Cris atua como coordenadora financeira e também é vice presidente da Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS.
 
Filiada ao Partido Social Democracia a convite da então vereadora por Maceió, Tereza Nelma. Cristiane da Silva recebeu a missão de representar o Secretariado Diversidade Tucana no pleito de 2018, sendo até o momento a única candidata travesti levantando a bandeira do respeito à identidade de gênero e orientação sexual. 

Segundo Cris de Madri, alguns de seus amigos tentaram convencê-la a não concorrer ao cargo. Quando decidi me candidatar, enfrentei muitas barreiras, afirma Cris de Madri. “Eu estou na luta e pretendo ganhar para mudar a realidade que o público LGBT vive hoje. Vivemos à margem da lei”, protestou.

Para o presidente do Secretariado Diversidade Tucana em Alagoas, Roberto Silva a inclusão de uma representante travesti vem para fortalecer a luta pela visibilidade e representatividade da população LGBTI+, propondo o fim da disparidade. “É preciso dar voz para as pessoas trans e travestis. Com essa candidatura, mostramos para a sociedade que é necessário incluir pessoas que representem a sua luta diária da comunidade LGBTI.  Visibilizar é resistir e nos resistimos,” afirma Roberto Silva.

Comentários

Mais lidas