Dia Internacional Contra a Discriminação Racial: debate racial na questão de gênero


No Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, o professor de história e assessor de Cooperação Internacional do Governo de São Paulo, Éder Souza, 33 anos, nos contou um pouco de como é ser negro e LGBT. Para ele é um desafio constante, e ele explica o motivo: “Vivemos em um país em que a cor de sua pele já é desvantagem. Os negros vivem em média 5 anos a menos do que brancos, além de serem os que mais estão à margem do sistema social. E ser homossexual me faz ser uma minoria dentro de outra minoria social”, afirma.
Para o professor e assessor, o machismo e a homofobia são aspectos estruturantes na sociedade brasileira. E que a “obrigação de ser macho" ao negro é ainda mais forte, pois a imagem do negro viril é constituinte do imaginário racial brasileiro.

“Ser gay é uma quebra de expectativa ao que se espera socialmente de um homem negro, e o preconceito é ampliado. Frases como "como um negão como você não pode ser viado!" Não são incomuns de se ouvir. Por isso mesmo vejo que é fundamental aos negros gays quebrarem paradigmas, ser o que desejarem ser, não se importando com os pré-conceitos que se tem sobre raça e gênero”, declara Éder.

Para Éder é essencial incentivar o debate racial na questão de gênero, para que se quebre generalizações e para que se possa construir uma realidade com menos preconcepções sobre o outro “É fundamental e parte da minha luta diária enquanto professor e militante político”, relata.

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