NÚMERO DE PROFISSIONAIS TRANS CRESCEU QUASE 300% NOS ÚLTIMOS ANOS


Conforme matéria publicada no site da revista Exame, a contratação de pessoas trans é uma vantagem competitiva para as companhias e profissionais que trabalham nelas
Desde criança, Gustavo Prates, de 26 anos, se sentia como um homem. Embora tenha nascido, biologicamente, mulher, o jovem do interior paulista não se encaixava nos padrões femininos. “Eu sempre me sentia mais à vontade com os meninos, gostava de roupas masculinas e queria me vestir como eles. Mas meu pai, bem conservador, me enxergava como a mulher que eu não era”, diz.
Foi só em meados de 2016, quando já ocupava havia quase dois anos o cargo de gerente de contratos na IBM, que pensou que talvez pudesse ser transexual. E o questionamento veio por meio de uma colega de trabalho. “Não sabia muito sobre o assunto, então não me senti à vontade para responder ‘sim’ ou ‘não’ ”, afirma. Embora o desconhecimento impedisse Gustavo de admitir que era trans, a certeza de que algo nele era diferente fez com que a pergunta ecoasse e o jovem passasse a pesquisar mais sobre o assunto. No ápice da confusão que esse processo de redescoberta lhe trouxe, foi dentro da empresa que ele encontrou o apoio necessário.
Depois de buscar ajuda com a líder de diversidade da IBM, Gustavo foi encaminhado ao médico do trabalho da companhia, que indicou psicólogos especializados em casos de transexualidade. “A líder me falou de todas as possibilidades que poderiam acontecer, boas e más, mas me assegurou que, dentro da IBM, nenhum tipo de preconceito seria tolerado. Com isso, me senti mais à vontade para conversar com meu chefe direto”, afirma o gerente. “Depois que contei, ele me abraçou e disse: ‘Bem-vindo de volta’.” Casos como o de Gustavo, em que a identidade de gênero do transexual é respeitada, infelizmente ainda são exceção — nas empresas e na sociedade. 
Leia na íntegra:https://goo.gl/6URbu5


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