Novo coordenador LGBT, Ivan Batista priorizará Transcidadania

Outras metas são fazer capacitações para respeito a LGBT e estabelecer parcerias com empresas O mundo dá voltas. A política também. E é nessas idas e vindas que o gestor em Recursos Humanos Ivan Batista, 46 anos, que já integrou o órgão municipal de ações pró-LGBT, retorna agora para chefiá-lo. Maranhense, ele chegou à cidade na década de 1990.
A relação do novo coordenador de Políticas para LGBT de São Paulo com a questão arco-íris tem histórico. "A mesma São Paulo que acolhe tantas pessoas também exclui. Há anos atuo em movimentos sociais e sou filiado ao PSDB. Defendo que a inclusão social passa obrigatoriamente por políticas públicas", disse ao Guia Gay São Paulo.
O convite para o novo desafio partiu da secretária de Direitos Humanos, Patrícia Bezerra. "Aceitei o desafio por ter atuado intensamente em programas como o Programa Operação Trabalho (POT), atualmente denominado Transcidadania. Eu acredito no poder transformador da educação profissional aliado a uma oportunidade de trabalho, para resgate da dignidade da pessoa humana."
O momento não é um qualquer. A gestão anterior, do prefeito Fernando Haddad (PT) e do coordenador LGBT Alessandro Melchior, ganhou destaque nacional e internacional pela série de ações inovadoras e ampliação da rede de apoio ao segmento.
Perguntado sobre como avalia os últimos quatro anos, Batista é polido e mira ao futuro. "Não cabe a mim julgar os trabalhos da gestão passada. Como um bom gestor, vou aproveitar todas as iniciativas positivas, ampliar e aperfeiçoar. Temos coisas boas, mas temos outras coisas que precisam ser melhoradas, como o programa Transcidadania."
Sobre essa iniciativa, que virou modelo de resgate social de transgêneros, o novo gestor já aponta um caminho e a trata como maior prioridade de sua gestão. "Queremos ampliar o programa e fazer parcerias com a iniciativa privada para que, no final do programa, as pessoas tenham uma oportunidade no mercado de trabalho, a exemplo do que acontecia no POT."
Outra ação é construir programa de capacitação e sensibilização de servidores públicos e empresas para o respeito a LGBT, tendo como base a lei estadual número 10.948/01, que pune a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.
Como horizonte mais curto, até o meio do ano, Batista revela disposição de colaborar com a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. "A equipe está focada em colaborar para a realização de um grande evento sem deixar de buscar novas parcerias público-privadas na articulação dos demais projetos da coordenação."

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