quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Ong faz calendário trans para expor o preconceito no mercado de trabalho

O calendário é iniciativa da associação Cais (Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais), em São Paulo. As 12 pessoas que participam das fotos, querem apenas  a chance de um dia trabalhar com aquilo que sonham fazer. As imagens formam um calendário, que será lançado neste mês como um alerta: a população transexual também precisa de emprego.

Imagem: Divulgação/Cais

Cada mês representará um desejo profissional: ser um tatuador, uma diva das artes cênicas, um assistente social. Os personagens da campanha K-Lendárias são quatro travestis, quatro mulheres trans e quatro homens trans.

O sergipano Gil Santos, 43, é um dos participantes. Morador de São Paulo desde a adolescência, ele não consegue um emprego formal, com carteira assinada, desde 2005. Vai contando com os bicos que surgem para se manter.

Precisamos de programas que integrem a educação profissional para esta população, mas que também tenham como objetivo o direcionamento para o mercado de trabalho com empresas parceiras. Sabemos que ainda hoje existem empresas que ‘‘fecham as portas’’ quando descobrem que um possível candidato é trans.

Uma mulher trans tem a mesma capacidade profissional de uma mulher cis - só não tem as mesmas oportunidades. A capacidade profissional de uma pessoa não deve ser medida pela identidade de gênero, muito menos pela orientação sexual – precisamos desmistificar isso!

Só temos que parabenizar a Associação Cais pela brilhante ideia de chamar a atenção para a necessidade de inclusão das pessoas trans, justamente no Mês da Visibilidade Trans.


Marcos Fernandes - Diversidade Tucana Nacional 

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