Fidel Castro e a cidadania LGBT

É preciso denunciar, e não se esquecer, dos duros anos para as pessoas LGBTs, bem como outras minorias, que seguiram a revolução cubana, liderada por Fidel. Pessoas LGBTs foram presas, mortas e a violência institucional se consolidou em uma sociedade que, apesar da revolução, era profundamente conservadora. Campos de concentração foram criados e o exílio tornava-se uma das poucas opções para quem estava sob o regime homofóbico e ditatorial de Fidel Castro.

Concordamos, então, com o Presidente FHC: os avanços sociais - principalmente na saúde e educação - verificados na ilha, não foram acompanhados do respeito pelos direitos e liberdades civis, condições necessárias para o desenvolvimento.

A morte de Fidel causa muitos sentimentos e reflexões. O próprio líder revolucionário viveu profundas contradições ideológicas e praticas, mas representou um sentimento de resistência e luta que inspirou várias gerações de importantes líderes democráticos na América Latina. Os avanços sociais promovidos, apesar do duro embargo, melhoraram a vida dos cubanos e serviram de caso de sucesso para desenvolvimento de políticas públicas importantes no Brasil.

A morte de Fidel, contudo, nos lembra que progresso social não deve autorizar o desrespeito ao pluralismo de identidades. Para nós o respeito às liberdades civis é inegociável.

Condenamos veementemente essa leniência com o regime cubano de Fidel Castro, nada pode justificar as mortes e o horror da perseguição. Aqui fica também nossa homenagem a Phedra D. Córdoba transgênero performista cubana que exilou-se no Brasil para sobreviver e aqui morreu.

Esperamos uma transição pacífica em Cuba rumo a democracia direta e pluralista.

Fidel morre. Phedra vive.

Comentários

Postagens mais visitadas