PREFEITO EDGAR SOUZA DA CIDADE DE LINS CONTA COMO É SER UM PREFEITO GAY, TUCANO EM UMA CIDADE DO INTERIOR

Conversamos com o prefeito de Lins, durante visita a São Paulo ele falou um pouco sobre sua vida, militância tucana, campanha eleitoral, homofobia e propostas para cidade. E esse é o resultado que compartilhamos com vocês. Esperamos que gostem! Logo mais vamos compartilhar mais materiais com os candidatos que apoiam a diversidade!



Diversidade Tucana: Prefeito Edgar, acreditamos que você seja o primeiro prefeito gay no Brasil, é isso mesmo?

Prefeito Edgar: Só gostaria de fazer uma correção: Assumidamente gay sim, porque com certeza tem mais. Eu conheço uma prefeita lésbica de outro partido, só que ela não se assumiu, sei que ela é homossexual, já até conversamos sobre isso.  E me lembro de que teve um outro prefeito antes de mim, se eu não me engano de Paraty que também é gay. Mas a diferença é que ele passou pela eleição sem dizer que era gay, depois que assumiu a prefeitura ele contou que era gay. Então, fui o primeiro assumidamente gay a vencer uma eleição. Para mim foi uma vitória, além de vencer a eleição eu venci o preconceito!

Diversidade Tucana: Você acha que é o melhor caminho criminalizar a homofobia?

Prefeito Edgar: Criminalizar a homofobia é extremamente necessário. Acredito que não criminalizar a homofobia é permitir um regime de Apartheid no Brasil, onde um segmento da sociedade oficialmente pode ser esculhambado, violentado, humilhado e exposto a constrangimento e nada acontecerá aos agressores.
Hoje, você não pode ter uma fala racista nem machista, mas ter uma fala homofóbica “pode”, porque não é considerado crime. Como por exemplo, o Feliciano, as falas dele são falas odiosas e ele não cansa de fazer um paralelo entre casal homoafetivo e pedofilia. E isso é uma agressão! Já pensou um louco ouve isso e vai lá me acusar de pedofilia? Olha o constrangimento, tortura emocional e psicológica que isso acarreta. Sem contar que para alguns líderes religiosos o homossexualismo (como eles dizem) é um demônio no corpo, daí uma pessoa que tem um desvio mental ouve isso e pode, sei lá, tentar tirar o "capeta" de dentro do corpo usando violência, embora a pessoas esteja na melhor das boas intenções. Mas o que leva as pessoas a terem essas reações são esses discursos de ódio proferidos por muitos líderes. A homofobia tem que ser criminalizada, será um grande passo para o Brasil avançar.

Diversidade Tucana: Nós não temos tantos políticos que se declaram homossexuais e por mais que você seja prefeito de Lins você inspira muita gente ao redor do Brasil. Como você se sente sabendo da responsabilidade de representar milhares de brasileiros?

Prefeito Edgar: Isso me dá um frio da barriga (risos). É muita responsabilidade, eu não me propus a isso. Eu me propus a ter uma vida absolutamente aberta para que as pessoas pudessem ver que os homossexuais não mordem, não são azuis – também se fossem, não teria problema (risos).
Nós podemos ser tão competentes como qualquer heterossexual, não é a nossa identidade sexual que define nosso caráter. Inclusive têm homossexuais de péssimo caráter, como têm heterossexuais. Sempre permiti a exposição da minha família no sentido de contribuir para a derrota do preconceito, da discriminação.
Eu já não posso errar como prefeito, mas sendo um gay e prefeito eu posso errar menos ainda! Se deu certo é porque deu certo, se deu errado é porque é gay. 
A gente sabe que os embates são grandes, sei que o fato de eu ter sido eleito não significa que é um mar de rosas. A cidade é conservadora, por mais que seja mais light, mas é conservadora. Conservadorismo esse representado na Câmara Municipal onde eu mandei um projeto criando o Conselho dos Direitos LGBT e não foi aprovado, embora tenhamos atualmente, dois vereadores LGBT de outros partidos na Câmara.

Quando teve o primeiro casamento homoafetivo na cidade os vereadores LGBT tentaram aprovar uma moção de aplauso parabenizando a juíza por sua fala, pelo momento histórico, mas infelizmente não foi aprovado devido ao fundamentalismo religioso principalmente.

Diversidade Tucana: Na última eleição, seus oponentes tentaram te destruir espalhando a informação que você é gay, mas isso na verdade não afetou sua imagem. Nessa nova eleição quais serão seus novos desafios?

Prefeito Edgar: Usaram muito o fato de eu ser gay e usam muito isso. Os mais odiosos, os mais conservadores, os mais reacionários, viram que não podiam usar da forma que foi na eleição passada que foi muito violento. A própria população rejeitou de forma enfática.
Outro dia pegaram uma foto minha no Instagram, era uma foto minha com meu companheiro, nesta foto nós estamos deitados, sem camisa. Pra quem tem um olhar tranquilo, sem preconceito é uma foto de duas pessoas apenas. Deram a interpretação que tinha uma foto de nós dois pelados e isso acabou viralizando na cidade.  A grande maioria das pessoas acabou reagindo de outra forma, umas levaram na brincadeira outras fizeram zoação. Outras pessoas ficaram incomodadas, porque são conservadoras. Conheço até uma pessoa que não votaria em mim por conta daquela foto, não importa toda minha luta, todo meu trabalho, o que vale é aquela foto. Isso mostra o quanto ainda há preconceito.
A gente caminha para que a homofobia vá gradativamente se tornando um preconceito velado, não que isso seja o ideal, mas como o racismo e machismo. O racismo e o machismo são dois preconceitos extremamente violentos, mas que ao longo da história, pela força do embate pela igualdade racial, pelo direito das mulheres, se tornou feio para uma pessoa assumir que é machista ou racista. Eu acho que vai ser a mesma coisa com a homofobia, ainda existe muita gente que bate no peito para dizer que é homofóbico, mas gradativamente o politicamente vai avançando e aos poucos esse tipo de preconceito vai diminuindo.
Quero sempre poder cumprir com esse desafio de ser um bom prefeito, carregando bons valores, pra mostrar que somos portadores desses mesmos valores importantes da sociedade como liberdade e igualdade. O meu desafio maior na prefeitura é fazer uma gestão humana e o meu governo tem essa marca, um governo que gosta de gente e eu quero que ele seja conhecido assim e se isso ajudar os nossos milhares de militantes LGBT eu já fico muito feliz.
Para o processo eleitoral, acredito que a oposição vá tentar focar no meu governo. Sei que não foi fácil governar nesse período, pegamos a pior crise da história do país. Lins tem um orçamento pequeno, uma cidade de 80 mil habitantes e um orçamento de 160 milhões que é muito baixo, perdemos aproximadamente 40 milhões de reais nos últimos 4 anos, mas graças a Deus a gente tem muito foco no trabalho. Fizemos muito graças as parcerias como, por exemplo, com o Governador Geraldo Alckmin que nos ajuda muito.
É possível que a oposição utilize aqueles velhos artifícios da política rasteira da mentira. Na verdade já começaram, outro dia pegaram aquele documento do TSE, adulteraram no local onde aparece o sexo, colocaram feminino e postaram nas redes, mas isso já era esperado, não que a gente goste, né? Acredito que vão falar da minha família de novo, mas isso já é uma página vencida, porque no mandato eu sempre afirmei isso, meu companheiro é conhecido e respeitado e se tiver que fazer esse debate vamos fazer de novo, não tem problema!

Diversidade Tucana: Você se tornou um exemplo para muitos militantes dentro e fora do partido, como é ser gay dentro do PSDB?  Existe alguma resistência no partido em te apoiar?

Prefeito Edgar: Não sinto que exista uma resistência do partido não. Ser gay no PSDB é um desafio à parte, mas acredito que o PSDB tem grandes virtudes e a luta LGBT tem tudo a ver com a luta da Social Democracia. Quando você faz uma leitura teórica e histórica do que é a Social Democracia, você consegue ver que tem tudo a ver com a nossa luta. Os Sociais Democratas são os soldados espartanos da igualdade e do direito a diversidade.
Bom, o PSDB é um partido grande e num momento de oposição ao PT - que chamo de falsa esquerda, nós recebemos muita gente de direita. E o PSDB teve a preocupação em ser um partido grande, acabou recebendo muita gente bem de direita conservadora e que em determinados momentos essas pessoas expuseram suas opiniões como se fossem as opiniões do partido.
Sei que um dos maiores representantes desse grupo já saiu do partido (João Campos - Goiás). Mas sobre esse pessoal, quem estava no espaço errado eram eles não eu, porque a Social Democracia por natureza é progressista, nós não aceitamos a situação de miséria no mundo, queremos fazer a transformação social. Nós diferentemente da esquerda antiga, acreditamos no caminho político para fazer a transformação e não a luta armada. Para nós a revolução democrática e a transformação serão gradativamente pelos governos e aceitamos na economia os fundamentos liberais.
Dentro do PSDB quero aumentar a minha contribuição como militante e passando este período de eleição quero articular para que todos endentam que a luta do movimento LGBT é a luta pela democracia de fato. A nossa luta é a luta do PSDB e quero que o partido abrace de verdade, acho que a gente consegue fazer isso, temos líderes no partido que sempre nos apoiaram como por exemplo o presidente estadual do partido, Pedro Tobias, embora ele não esteja tão ligado na luta do movimento LGBT, mas tem um carinho imenso por nós e sempre ouve as propostas que eu e o Marcos Fernandes [Presidente do Diversidade Tucana]. Na luta política a gente tem que ajuntar aliados, criar pontes até mesmo com heterossexuais que apoiam o movimento. No PSDB tem muita gente que não é gay e é muito simpática ao movimento.

Diversidade Tucana: Como  que é o seu dia a dia? É muito diferente ser um prefeito gay em uma cidade do interior?

Prefeito Edgar: Uma vez eu ouvi do Kassab quando ministro em visita a cidade de Lins, que ser prefeito de uma cidade pequena é mais difícil do que uma cidade grande. Por quê? Porque um prefeito do interior está sempre ao alcance das pessoas. O prefeito de São Paulo é uma figura da TV, a cidade parece um país.
Eu gosto de falar com as pessoas, sou de fácil acesso, inclusive implantei o uso das redes sociais na prefeitura, isso não tinha lá. O uso das redes sociais é importante, porque a gente ouve a população sem filtros, às vezes o assessor pode filtrar, mas é importante que o prefeito saiba o que as pessoas estão sentindo.
Minha jornada é 24hs por dia, você não tira o uniforme de prefeito. Até meu marido às vezes reclama que eu dou o meu telefone para todo mundo - a cidade inteira tem meu celular. Durante a eleição eu entrei na casa de todo mundo de uma forma ou de outra, pelo rádio, pela tv, folhetinho... Então é o mínimo que eu tenho que dar para as pessoas é o acesso a mim. 
Eu trabalho muito, levanto cedo e durmo muito tarde, durante a noite gosto de escrever, pensar, organizar ideias. Alguns dias vou acompanhar alguma obra ou vou fazer alguma visita aos serviços de saúde.
Eu tenho a sorte que tenho um companheiro maravilhoso, me ajuda muito a organizar meu tempo e separar os momentos de lazer dos momentos de trabalho. Embora não se envolva nas questões políticas, mas em período de campanha tem me ajudado. O engraçado é que, como ele cuida de uma escola de inglês, as pessoas o procuram como aquela figura do “primeiro-damo” [sic].

Diversidade Tucana: Como você vê a Diversidade Sexual x Religião? 

Prefeito Edgar: Essa relação com a religião,acho que é um erro a gente dizer Diversidade x Religião, acho que a gente tem que quebrar isso, existem muitos religiosos não homofóbicos e se a gente for para o confronto nós não vamos crescer o tanto que podemos crescer ganhando as pessoas. Sou cristão católico, tenho uma visão radical do Evangelho e sei que o Evangelho é radicalmente anti-homofóbico, é acolhedor e Jesus está certamente do nosso lado.
Como sou católico, frequento minha igreja, mas também visito igrejas evangélicas quando convidado. Quando faço essas visitas, procuro agir como o Apóstolo Paulo, retenho o que é bom. Em uma dessas visitas, um pastor tentou expulsar o “demônio do homossexualismo” (como eles dizem). Comigo não aconteceu nada, se tinha algum demônio, não saiu. Mas a gente tem que enquadrar os que fazem os discursos homofóbicos como o Pastor Malafaia, por exemplo.
Por outro lado, cresce o número de igrejas inclusivas no Brasil, temos um Papa que perto dos outros é muito mais tolerante, é claro que não dá para achar que ele é um militante LGBT, mas a gente tem que aproveitar esses ventos de mudanças e dialogar. Nós LGBT temos que dialogar por uma questão estratégica. Eu sei que a religião já nos fez muito mal, não quero tapar o sol com a peneira. Demonizar os símbolos religiosos não trará bons resultados para a comunidade. O problema da Igreja Católica é que é muito grande e burocratizada e então demora para essas mudanças chegarem na base.

Diversidade Tucana: Como a sua gestão pode ajudar a comunidade LGBT da cidade de Lins?

Prefeito Edgar: Criamos dentro da política de Assistência Social no CREAS um núcleo de acompanhamento a violência de gênero e a questão LGBT. Como o Conselho da Igualdade dos Direitos dos LGBT não foi aprovado, criei uma comissão municipal. Não sou do tipo paternalista, não acho que o Poder Público tem que fazer o papel da Sociedade Civil, acredito que a Sociedade Civil deva demandar ao poder público.
Consegui fazer uma gestão humana, centrada nas pessoas, por exemplo, as doenças sexualmente transmissíveis em especial HIV, lá no meu município não tinha nenhuma política de enfrentamento, eu introduzi o CTA - Centro de Testagem e Aconselhamento. O CTA faz um trabalho extraordinário de acompanhamento de todos os as pessoas que possuem a doença e grupos que tenham um risco maior, deixando claro que o comportamento é de risco e não as pessoas. O CTA faz um trabalho junto com os jovens que é primordial para a prevenção. 
Na OAB de Lins foi criada Comissão da Diversidade, hoje a cidade tem também sua primeira ONG LGBT, chamada Olga que na verdade trabalha com todas as minorias, mas mantém o foco na comunidade LGBT. 
Na formação dos educadores discutimos muito a questão da diversidade, que é muito importante que os educadores estejam preparados para lidar com todas as formas da diversidade. Hoje em dia o que me preocupa muito é a intolerância religiosa. Na cidade de Lins, temos templo Budista, templo de Candomblé e de Umbanda. Os filhos dessas pessoas estão na nossa rede de educação e temos trabalhado muito isso no plano de formação dos educadores, porque essas crianças tem obrigatoriamente que ser respeitadas. Temos que continuar avançando na Educação e conto com o pessoal de Lins continuar avançando.

Diversidade Tucana: Na sua gestão o que você trouxe de novo para Lins? O que será ampliado na cidade e o que vem de novidade em um próximo mandato?

Prefeito Edgar: A diferença do meu governo é que é muito interativo, colaborativo, a gente não tapa o sol com a peneira e nós participamos de todos os fóruns pela cidade.
Criamos, inclusive um grupo chamado GADE - Grupo de Apoio ao Desenvolvimento de Lins, onde estão as forças produtivas, sindicatos, universidades e o Poder Público que tem um diálogo permanente sobre os desafios da cidade em especial os desafios ligados ao desenvolvimento econômico.
Profissionalizamos a gestão, introduzimos mecanismos de meritocracia, os servidores são avaliados por produtividade, nunca os servidores públicos foram tão valorizados. Todo o mecanismo de valorização eu vinculei a algo ligado a meritocracia, não é só um benefício para o servidor é um estimulo para ele crescer e isso reflete na qualidade dos serviços.
Para o próximo mandato, queremos avançar e fazer os contratos de gestão por secretaria que será assinado um grupo de metas e premia por metas alcançadas com indicadores à vista do secretário que acompanhará o que foi cumprido e o que não foi. A esquerda fala que somos defensores do estado mínimo, mas não, somos defensores do estado eficiente. O cidadão não quer saber se o funcionário é contratado ou concursado, quer saber se foi bem atendido.
Na área de saúde nós dobramos a rede de assistência, mesmo com a crise toda, com o que está em obra, vamos fazer um crescimento de mais 50%. Queremos criar o ambulatório do adolescente. A saúde do adolescente é um grande desafio, por conta das drogas, sexualidade precoce...
Ao longo de toda a história de Lins (92 anos), até antes de eu assumir a prefeitura, tinham criado apenas 980 vagas de creches, eu em menos de 4 anos entreguei mais 800 vagas de creche. Esse é um olhar para a periferia, para a família trabalhadora que precisa ter esse filho na idade educacional. Isso é combater a desigualdade em sua raiz, pois o filho do rico está na escola desde cedo e o filho do pobre não tinha isso. Nós universalizamos a idade educacional, agora todas as crianças com 4 anos estão na EMEI. Começamos a introduzir as EMEIs em tempo integral, já temos 300 crianças em tempo integral.
Implantamos também tanto para EMEI quanto para Ensino Fundamental o modelo de educação integral em espaços diferentes, a criança almoça na escola e fica o dia inteiro, onde além da aula normal, eles tem acesso a esporte, música e arte.
O grande desafio da cidade é o desenvolvimento econômico, Lins é uma cidade que tem um grande empregador, mas conseguimos com o apoio do Governador um novo Parque Industrial, levamos o Poupatempo pra lá, resolvemos problemas grave que tínhamos com a Santa Casa.
Queremos transformar Lins em um polo tecnológico, lá já temos a ETEC, FATEC e agora através do Investe São Paulo (Agência de Governo do Estado), foi anunciado para Lins um grande investimento, uma termelétrica. Será um investimento de 3 milhões de reais, que vai dar um surto tecnológico na região e trará muitos novos empregos para a cidade.

Diversidade Tucana: O que você acha da Diversidade Tucana e o que você espera da DT nos próximos anos?

Prefeito Edgar: A Diversidade Tucana é uma ferramenta necessária da luta pela igualdade de direitos! Se a gente não se organiza a gente não é visto, quem não é visto, não é lembrado. As nossas bandeiras só serão vistas se a gente estiver bem organizado! 
A gente tem que crescer, temos caminhos para isso! Reafirmo que temos que ter militantes LGBT, mas estrategicamente não só LGBT. As pessoas tem que parar de ter essa mania que a bandeira LGBT é a bandeira das esquerdas tradicionais, que chamo de pseudo-esquerda, que chegam ao cúmulo de impedir avanços quando eles não são os autores! Parafraseando o Bill Clinton, quando nos perguntam por que defendemos os LGBT, a melhor resposta é: A Democracia seu imbecil!(risos)
Como um Social Democrata não podemos permitir segregação, não existe democracia com segregação e temos que deixar isso muito claro para que todo Tucano seja porta-voz dessa mensagem!
Vamos buscar apoio de mais deputados e gostaria que o partido endossasse a ação do PPS no STF para igualar a questão da homofobia ao racismo, sei que a ação já foi proposta, mas queremos que o PSDB desse um apoio formal.

Diversidade Tucana: Existem muitos militantes e vereadores que apoiam o movimento LGBT dentro do PSDB, você é certamente a inspiração deles. Qual a mensagem que você deixa para esses candidatos ou militantes que estão buscando na política como forma de exercer a cidadania e a defesa das minorias?


Prefeito Edgar: Vamos firme na luta! A gente pode achar que estamos sozinhos, mas não estamos. Tem muita gente batalhando e isso é muito bom. Para aqueles momentos que sentirmos que estamos sozinhos, tem uma frase do Dom Hélder Câmara que eu sempre lembro: Uma pessoa fala ao Dom Hélder, uma andorinha só não faz verão. Ele olhou, naquela sabedoria fantástica dele, falou, sim é verdade, uma andorinha só não faz verão, mas anuncia, anuncia o verão. Ou seja, acontece que em alguns momentos a gente avança, em outros momentos a gente pensa que está perdendo espaço, mas a gente tem que ter a cada dia mais estratégia. Estamos imbuídos da verdade da luta pela dignidade. Não temos como perder essa batalha. E tem outra frase do Gandhi, que sei que não foi feita para a gente, mas que tem tudo a ver com esse momento: Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence. E é assim, a vitória é o passo seguinte!

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