Vitória da socialdemocracia e da história do PSDB

Segundo reportagem do Portal R7 (para ler na íntegra, clique aqui), o diretório estadual do PSDB do Distrito Federal suspendeu a veiculação da propaganda de TV do candidato a deputado federal Matheus Sathler, por considerar sua plataforma inadequada e homofóbica.

Sathler vinha criando polêmica ao propor a criação de um "kit macho", um material didático para ensinar crianças que "meninos só podem gostar de meninas" (como ele explica), além de declarações dizendo que "na sociedade perfeita a mulher não trabalha", de que "o homossexualismo (sic) é uma doença" e de constantes absurdas ligações entre a homossexualidade e a pedofilia.

Agora, segundo a reportagem do R7, o presidente do PSDB-DF, Eduardo Jorge, deixa um recado muito claro: "Ele tem direito de pensar como ele quer, mas não tem direito de envolver o partido. Quando ele se candidatou, ele assinou um documento se comprometendo a respeitar o programa partidário". E completa, ainda segundo a reportagem: se insistir, o presidente do PSDB-DF garante que o candidato será punido por sua postura “radical, inadequada, politicamente incorreta e sem nada de positivo”.

É uma grande vitória, não apenas para o Diversidade Tucana, mas para toda a militância e a história do PSDB. "Nós, militantes do PSDB, somos os verdadeiros donos do partido. Cabe a nós fiscalizar, observar e exigir o respeito ao Estatuto e à história do PSDB. Cabe a nós a reafirmação constante de que somos um partido socialdemocrata e de que não abriremos mão das nossas bandeiras", disse Wagner Gui Tronolone, presidente estadual do Diversidade Tucana SP.

Para Tronolone, o candidato Matheus Sathler está no partido errado. "Ele disse em uma entrevista que se filiou ao PSDB em 2011, e que o partido nunca teve histórico relacionado à cidadania LGBT. Fica claro que ele não sabe nada sobre o partido a que se filiou. Em 2011, o PSDB já havia protagonizado avanços pioneiros para LGBT na Presidência da República, na Prefeitura de São Paulo, nos Governos dos estados de São Paulo, Pará, entre outros. Ele decidiu ser candidato meses depois de o PSDB incorporar ao seu Estatuto o respeito às diferentes orientações sexuais e identidades de gênero como uma de suas diretrizes. Então fica claro que o PSDB não é o partido que ele pensa, deveria ter pesquisado melhor antes de escolher o partido a se filiar."

O Diversidade Tucana considera essa vitória um precedente muito importante na defesa das bandeiras que marcam o campo ideológico que o PSDB representa desde sua fundação, e agradece o apoio inequívoco que recebeu do candidato a vice-presidente, senador Aloysio Nunes, nessa questão, bem como da Juventude e do secretariado de Mulheres do partido.

"Vamos continuar vigilantes, não deixaremos de lutar onde for necessário, dentro e fora do nosso partido, para continuarmos representando a socialdemocracia brasileira", finalizou Tronolone.

ATUALIZAÇÃO

Acaba de ser divulgada esta nota abaixo, assinada pelo presidente do PSDB-DF, Eduardo Jorge:


Chama a atenção que a nota utiliza dois parágrafos exatamente idênticos à representação enviada pelo Diversidade Tucana ao Diretório Nacional do PSDB (leia aqui). Mais uma clara demonstração de reconhecimento do partido ao trabalho sério deste grupo.

Comentários

Postagens mais visitadas