terça-feira, 3 de abril de 2012

Sargento Laci mostra como Marta Suplicy trata a questão LGBT

Em entrevista à Revista Piauí (leia aqui), o ex-militar gay Sargento Laci expõe de forma clara como ele e seu companheiro, Sargento Fernando, foram tratados pela senadora Marta Suplicy quando buscaram sua ajuda: como apenas uma peça publicitária.

Leia o trecho abaixo:

Fernando pediu que Laci parasse com as críticas. O companheiro não lhe deu ouvidos. “Sabe o que eu penso? Quando aprovarem a lei contra a homofobia, será a morte desses parasitas que vivem à custa da causa gay, mas que não fazem nada efetivamente para nos proteger.” E citou a senadora Marta Suplicy, do PT. “O que é a Marta? É nada. Ela só se aproveita da situação dos gays para ganhar votos. É uma cobra venenosa. Estivemos lá para falar com ela da nossa situação. Sabe o que ela fez? Tirou uma foto conosco, mandou colocar no Twitter e depois nos virou as costas como se não existíssemos”, disse. Fernando insistiu para que o companheiro se calasse. “Laci, fecha essa boca, já temos inimigos demais.” Laci continuou: “E esses dirigentes de associações de gays e lésbicas que só sabem pegar dinheiro do governo para fazer campanha contra a Aids?” Fernando pôs a mão na cabeça em desespero. “É verdade, só sabem fazer encenação. Montam seminários caríssimos, ficam em hotel cinco estrelas, tudo à custa do governo. Depois, sacodem o cabelo e vão para a boate causar.” Dessa vez, Fernando foi firme: “Chega, Laci. Cala a boca. Pronto. Cassei a sua palavra.” Laci deu de ombros. Já ia voltar a falar quando foi interrompido pelo toque do celular. Não era um toque qualquer. Imitando o bordão de um programa humorístico da tevê, o aparelho dizia em tom sarcástico: “Ai, como eu tô bandida, ai, como eu tô maléfica.” 

Nenhum comentário:

Postar um comentário