Haddad e PT, política NOTA ZERO para LGBTs

Quando prefeita de São Paulo, a atual senadora Marta Suplicy fez acordo com evangélicos pra governar (inclusive isentando templos de taxas e da lei do silêncio) e foi nota zero para a comunidade LGBT, sem nenhuma política pública efetiva para a nossa população. Exatamente como tem sido a técnica da presidente Dil-Má, aliás, refém voluntária da bancada evangélica fundamentalista e que recentemente nomeou um dos maiores adversários dos nossos direitos, Marcelo Crivella, como ministro.

Agora, em entrevista a Carta Maior, vem o candidato a prefeito pelo PT e ex-ministro da Educação Fernando Haddad e diz que LGBT é um não-assunto, não evento e irrelevante...

"CARTA MAIOR: Você acha que existe uma medida preventiva contra uma onda conservadora? O episódio do kit gay foi um ensaio, não foi?
HADDAD: Esse é o típico não assunto: a liberação de uma emenda ao orçamento e a entrega de um material que foi considerado inadequado e não foi distribuído. Resume-se a isso o episódio. Escreveu-se mais do que isso do que o aumento da qualidade da educação no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), ou a expansão da educação profissional, ou a expansão da educação superior. Está tudo melhorando na educação, mas se passa meses discutindo um não evento. É incrível a capacidade da mídia de pautar não problemas, não assuntos, não eventos. A população não é informada do que é estrutural e realmente relevante."

A pergunta para o pré-candidato a prefeito de São Paulo seria: é irrelevante ou não estrutural a questão de tantos casos de bullyng nas escolas, devido a falta de prevenção quanto a esse tipo de mal que acomete a sociedade contemporânea? A pauta seria então o ensino evangélico nas escolas?

Esperamos que entidades como o Conselho Nacional LGBT e a ABGLT, que foi uma das responsáveis pelo kit anti-homofobia, saiam do seu proselitismo partidário e se posicionem firmemente contra essa lamentável entrevista de Haddad.

Comentários

  1. A cada dia me decepciono com o governo Dilma e com o PT. Esse povo, que tanto admirei, que lutei em campanhas, que defendi, é do tipo que só quer viver de teoria, de abstração, de discussões acadêmicas vazias, mas na hora de prática recuam. Infelizmente, o governo atual, que eu pensava que seria bastante progressista, está sendo muito conservador e retrógrado.

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