Fundador do GGB tenta entregar pedido a Dilma, mas é impedido pela segurança

O fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, tentou entregar à presidente Dilma Rousseff um pedido do grupo para que seja liberado o kit anti-homofobia nas escolas públicas. O documento deveria ter sido entregue durante a cerimônia do Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, neste domingo (29), mas Luiz Mott teve de fazê-lo por e-mail porque foi impedido de chegar perto da presidente por seus seguranças. O Kit anti-homofobia do Ministério da Educação é um material educativo que aborda questões sobre a tolerância a homossexualidade. Em maio de 2011, após protestos da Frente Parlamentar Evangélica, Dilma suspendeu a distribuição do material.

Segundo Mott, o Brasil é campeão no ranking de assassinatos a homossexuais. A cada um dia e meio um gay é assassinado. A Bahia é líder em assassinatos de homossexuais pelo 7º ano consecutivo, em 2011 foram registrados 26 assassinatos no estado. “E fundamental que Wagner se sensibilize também nesta causa para que a Bahia não se torne o estado da intolerância”, afirma Mott. O fundador do GGB foi convidado a participar da cerimônia, ele acendeu uma vela em homenagem às vítimas e destacou a importância de ter sido convidado para o evento como representante dos homossexuais, grupo que também foi dizimado durante o nazismo. “Por tudo isso é importante que se discuta a tolerância aos homossexuais num evento de memória às vítimas do holocausto”, afirma Mott.

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