quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dejavu II – faltou jornalista de novo!

Por Cássio Rodrigo

Ao ler o texto apresentado pelo site A Capa sobre a II Conferência Estadual LGBT sinto, novamente, a sensação de dejavu em relação à avaliação e críticas feitas ao processo da Conferência LGBT de São Paulo.

Tal qual em 2008, a cobertura foi feita pelo mesmo jornalista que, esquecendo-se da ética que pauta a profissão, apontou, sob um único prisma, o que mais lhe interessou partidariamente.

E digo partidariamente porque esse jornalista esqueceu de deixar de lado sua bandeira política quando da cobertura do processo da Conferência, não deixando claro se ali representava um meio de comunicação segmentada ou se representava um núcleo partidário.

E podemos perceber isso em sua análise sobre a Conferência, pois se as propostas apresentadas lhe causaram sensação de “dejavu”, talvez seja justamente porque o objetivo desta II Conferência era avaliar as propostas da I Conferência e também a implementação do Plano Estadual de Enfrentamento à Homofobia e Promoção da Cidadania LGBT de São Paulo, corrigindo metas, referendando ações, suprimindo propostas... “Dejavu”!!

Assim, se o dito “jornalista” tivesse se dado ao trabalho de verificar qual era o objetivo das mais de 430 pessoas presentes aos três dias de conferência, talvez não tivesse ficado com tal sensação.

Acredito, inclusive, que esta II Conferência tenha ocorrido num clima muito mais politizado, gerando por diversas vezes, momentos importantes para o movimento LGBT paulista, como a votação da forma de eleição do Conselho Estadual LGBT, quando a plenária escolheu eleições diretas para os membros do Conselho, num total de 70 contra e 105 a favor de eleições diretas, demonstrando o caráter democrático de quem se fez presente ao evento.

Confusões à parte, o que ocorreu, durante os três dias, foi o fortalecimento do movimento LGBT acerca de propostas para comporem o II Plano Estadual de Enfrentamento à Homofobia e Promoção da Cidadania LGBT, além da eleição da delegação paulista que irá nos representar na II Conferência Nacional LGBT, a ocorrer em dezembro próximo, em Brasília – D.F., de forma pluralista e democrática.

As quatro chapas que concorreram conseguiram eleger representantes, construindo uma delegação o mais diversa possível, tanto em relação à orientação sexual e/ou identidade de gênero, como também no que diz respeito à representatividade institucional e política.

Por tudo isto, para quem esteve na I Conferência e pode participar da II Conferência, a única sensação de “dejavu” foi em relação à cobertura feita por tal profissional da mídia.

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