sábado, 9 de julho de 2011

Deputado Jean Wyllys diz que LGBTs saíram derrotados e critica senadora Marta Suplicy

Por Felype Falcão

"Depois de anos de luta, um projeto não pode ser simplesmente abandonado sem uma maior discussão", critica o deputado em entrevista concedida ao MixBrasil. O deputado federal Jean Wyllys classificou como uma “derrota” a decisão de engavetar o PLC 122 pela relatora do projeto, a senadora Marta Suplicy.

“Do mesmo modo como aconteceu na Câmara Federal, em que o projeto foi aprovado graças ao protagonismo dos LGBT, deveria ter sido no Senado, mas nas últimas semanas a senadora Marta Suplicy e o Toni Reis [presidente da ABLGT] passaram a negociar diretamente com os senadores e deputados da oposição, sem qualquer tipo de consulta ou participação dos demais parlamentares apoiadores do projeto. Até mesmo membros da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT ficaram de fora”, criticou o deputado. “A senadora Marta Suplicy está desconsiderando os outros parlamentares e os demais segmentos da militância LGBT”, completou.

Jean Wyllys ainda definiu como lamentável a decisão de abandonar o projeto por conta da chamada “demonização”. “Não dá para admitir que agora deputados e senadores que historicamente sempre se opuseram aos direitos LGBT venham querer apresentar um projeto que contemple as nossas reivindicações. Os negros não aceitaram, as mulheres não aceitaram. Por que nós temos que aceitar?”, questionou o deputado.

Levando em conta as dificuldades em se aprovar o PLC 122, o deputado Jean Wyllys sugeriu que uma alternativa seria reunir os parlamentares apoiadores da causa, a mídia LGBT e os mais diversos segmentos da militância, e não somente a ABGLT, para criarem juntos um novo projeto.

Para discutir esta alternativa e os rumos a serem tomados após os últimos acontecimentos, o deputado pretende se reunir nesta quarta-feira, em Brasília, com alguns membros da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT. “De lá, poderá sair um esboço para um futuro projeto que será amplamente discutido com deputados e senadores e com toda a militância”, revela.

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