quarta-feira, 1 de junho de 2011

Oposição protesta no Senado com pizza 'sabor Palocci'

Em um protesto contra a crise política que atinge o governo, a oposição levou três pizzas para o Senado nesta quarta-feira. Com os nomes de "Sabor Palocci", "Luiz [Sérgio] Garçom" e "Medidas Provisórias", as pizzas foram encomendadas pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO) numa analogia do que o tucano diz ser o "momento atual" vivido no país.

Alguns senadores comeram pedaços das pizzas no chamado "cafezinho" --uma sala que dá acesso ao plenário da Casa--, como Demóstenes Torres (DEM-GO), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Roberto Requião (PMDB-PR). Outros preferiram levá-las para o cafezinho situado ao lado do plenário.

O líder do PT, Humberto Costa (PE), recusou o convite de senadores da oposição para comer um dos pedaços.

Patrocinador do protesto, Miranda disse que a pizza de Palocci é "indigesta".

A pizza "Sabor Palocci", segundo a oposição, tem o objetivo de protestar contra a falta de esclarecimentos do ministro sobre o crescimento do seu patrimônio em 20 vezes nos últimos quatro anos. Já a "Luiz Garçom" é uma crítica à postura do ministro Luiz Sérgio, articulador político do governo junto ao Congresso.

A última pizza é um protesto contra o excesso de medidas provisórias editadas pelo Executivo que, segundo a oposição, paralisam o Congresso.

No Senado, os oposicionistas também criticam o pequeno prazo para a análise das MPs na Casa --já que a Câmara consome quase integralmente o prazo de 120 dias para a tramitação das medidas.

OBSTRUÇÃO

O Senado discute há mais de cinco horas medida provisória do governo que renova por mais 25 anos um encargo com custo de cerca de R$ 2 bilhões por ano na conta de luz dos brasileiros. Em obstrução contra a aprovação da medida, que perde validade amanhã, a oposição se reveza na tribuna em discursos para alongar a sessão.

A oposição critica a MP por reunir os chamados "contrabandos", que permitem aos parlamentares incluírem emendas sobre qualquer assunto --como a criação de cargos, por exemplo.

No total, a medida provisória reúne 52 itens de diferentes assuntos. Quando chegou à Câmara, onde foi aprovada na semana passada, eram apenas 22.

A estratégia da oposição é estender a sessão para que outras duas MPs do governo, que seriam votadas hoje pelo Senado, percam a validade. Se não forem votadas até meia-noite, as três deixam de vigorar.

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