domingo, 19 de dezembro de 2010

Militantes e representantes LGBTs propõem, as autoridades, soluções para o combate á homofobia

Na tarde da última quinta-feira (16), militantes da causa LGBT e membros da sociedade civil organizada participaram de reunião para selar e propor parcerias na prevenção de atos homofóbicos.

Os senhores Francisco Buonafina, Secretário Municipal de Participação e Parceria, José Gregori, atual Secretário Especial de Direitos Humanos da cidade de São Paulo e Edsom Ortega, Secretário Municipal de Segurança Urbana, foram indagados por representantes do segmento LGBT, com o intuito de discutir novos procedimentos contra a homofobia.

“Tudo que não se harmoniza com os direitos humanos se contraria no espírito e construção na democracia brasileira”, afirma o ex-ministro José Gregori.

Devido aos últimos episódios de violência contra homossexuais ocorridos na região da avenida Paulista, e de outros atos que perpassam em toda a cidade, foram propostas metas de segurança para curto e médio prazo como a criação de materiais informativos com telefones úteis para denúncia, inclusão de dados sobre intolerância no sistema de monitoramento intraurbano dos direitos humanos, índices homofóbicos de ocorrências, aumento da vigilância com a Guarda Civil Metropolitana, câmeras de vigilância, entre outras.

Durante o encontro, o secretário José Gregori, enfatizou que os recentes atos de violência contrariam o histórico compromisso de São Paulo com a democracia e que episódios desta natureza não serão tolerados. “Consideramos um ataque direto a este governo e qualquer movimentação a favor da violência e homofobia”.

Para o Secretário de Participação e Parceria: “é importante a participação de todos (...) na medida em que as pessoas denunciem, e o poder público possa atuar no combate à homofobia”. A capital possui mais de 3 mil câmeras de vigilância, “que serão instrumentos compartilhados, para que possamos ter um olhar coletivo sobre o que acontece na cidade”.

O secretário municipal de Segurança Urbana, Edson Ortega assegurou que “está sendo iniciado um permanente trabalho conjunto”.

No encontro, os participantes apresentam novos procedimentos e interesses que visam possíveis soluções no combate ao preconceito: “Estamos aliados há sociedade civil contra a homofobia”, afirma Adriana Galvão, da OAB-SP.

Já Irina Bacci, do Conexão Paulista LGBT, enfatiza o empenho da prefeitura: “Ainda que reconhecemos o incentivo de políticas públicas, sabemos que nenhum governo é homofóbico”, compartilha.

O encontro propôs reflexões, na qual é importante que a comunidade LGBT e o poder público se unam contra a homofobia para tornar uma São Paulo mais respeitosa e igualitária.

Nenhum comentário:

Postar um comentário