Mapa da homofobia aponta que maior parte dos agressores conhece vítimas

Um serviço de denúncias ajudou a Prefeitura de São Paulo a traçar um mapa das agressões provocadas pela homofobia na capital paulista. Entre os principais dados apurados, está a proximidade entre agressores e vítimas: em 54% dos casos os autores das agressões conhecem os alvos. Em 16% dos casos são da própria família, e em 38% são conhecidos, colegas de trabalho ou vizinhos.

Ao todo, 50% das agressões físicas registradas aconteceram no centro expandido, que inclui a Avenida Paulista. A maioria das agressões é contra homens homossexuais de 25 a 39 anos de idade. Depois, 19% na região Leste; 16% na região Sul; 9% na Zona Norte; e 6% na Oeste.

“A gente achava que essa violência acontecia de forma esporádica e não tão escancarada dessa forma, que tivesse vínculo da vítima com o agressor, que dá uma certeza da impunidade dessa agressão. Recebemos denúncias com frequência, são pessoas que saem com o intuito de atacar”, afirma Franco Reinaudo, representante da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual de São Paulo.

Nas últimas semanas, dois ataques foram registrados na Avenida Paulista. O gráfico Geilson Félix de Lima sabe que caminha num espaço embaçado e perigoso. Um ano atrás foi agredido quando saía de uma balada gay com amigos. “Bateram nas costas, empurraram, jogaram contra a parede, falaram que gay tinha que apanhar, que gay não tinha que ter liberdade, não tinha de ter direito nenhum, que era um absurdo, que o mundo era deles”, relatou ele.

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