Homofobia no Twitter

Por Marcos Freitas

Motivados pelos casos de homofobia em São Paulo e no Rio de janeiro, os usuários do Twitter colocaram na primeira posição dos TTs (Trending Topics) a tag #homofobiaNao. O twitter funciona como um termômetro social, as tags são interpretadas como clamores e anseios sociais e ter um “Não a Homofobia” entre os assuntos mais comentados dessa importante rede social é uma grande vitória para o movimento LGBT e para todos aqueles que primam por uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

Como os homofóbicos não estão somente nas ruas, nos agredindo e atirando em nos, houve uma ofensiva e a tag #homofobiasim foi criada, até o momento sem forças para entrar nas 10 posições dos TTs e ganhar visibilidade. O fato de pessoas exporem a sua homofobia, numa rede social tão importante como o Twitter, é assustador. Pesquisando sobre a tag, encontrei algo mais estarrecedor, o Twitter @HomofobiaSim, que em menos de uma hora de criação, estava com mais de 15 mil seguidores, mais que o triplo de seguidores do twitter @HomofobiaNao.

Como pano de fundo desse cenário, temos a Universidade Mackenzie, que declarou a sua homofobia diante da sociedade, mas no seu processo de seleção aceita gays na instituição e o Pink Money proveniente dos mesmo. Também temos o exército Brasileiro, que covardemente baleou um gay após a realização da Parada Gay do Rio de Janeiro, que clamava por Não Homofobia. E em São Paulo, temos o ato repugnante na Av. Paulista, onde 5 marginais de classe média alta fizeram vários ataques contra gays.

A necessidade de se aprovar uma lei que criminaliza a homofobia nunca se fez tão necessária. A importância da participação de todos na manifestação que ocorrerá em frente a Universidade Mackenzie é de extrema importância. Vamos nos unir nesse momento, mostrar a uniformidade do Movimento LGBT e de todas as pessoas que apoiam a causa gay e sente nojo da homofobia que brota de nossa sociedade. É importante denunciarmos o perfil @HomofobiaSim e todos os usuários que fizeram uso da tag #HomofobiaSim para o site SaferNet Brasil, as denúncias recebidas pelo site são reportadas ao Ministério Público Federal.

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