segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Presidencial no Brasil: a candidata de Lula não quer o matrimônio homo


Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores, propulsada pelo Presidente saindo, Luiz Ignácio Lula da Silva para lhe suceder, prometeu em uma reunião de campanha que ela colocaria seu veto, se ela for eleita em 31 de outubro próximo, às proposições de lei visando a abolir o aborto… assim como a lei legalizando a união de casais homos. Problema: seu partido sempre prometeu legalizar o aborto e o matrimônio gay.

Ela acrescentou, na saída dessa reunião com representantes da Igreja universal (evangelista), que para ser eleita, ela teria primeiro necessidade «de Deus, e em seguida dos eleitores».

Os Verdes anti-matrimônio

Jamais eleita para qualquer mandato e chegada à frente do primeiro turno com uma muito confortável vantagem de 47% dos votos, Dilma Rousseff, ex-Primeira ministra de Lula, precisa capitalizar os 20% dos votos que foram aportados no primeiro turno em Marina Silva , representante do Partido dos Verdes, pertencendo abertamente à Igreja universal e ferrenha opositora do aborto e à legalização do matrimônio gay.

«Ela prefere os votos dos evangelistas mais do que aqueles dos homos, é lamentável.»

Com uma cota de popularidade de mais de 65% após dois mandatos presidenciais, Lula não conseguiu sua
aposta de fazer eleger sua candidata desde o primeiro turno. Alexandre Peixe dos Santos, presidente da associação da gay pride de São Paulo declarou: «Ela prefere os votos dos evangelistas mais do que aqueles dos homos, é lamentável.»

O centro-direita mais gay friendly

O concorrente de Dilma para o segundo turno, José Serra (centro-direita), antigo ministro da Saúde que criou em São Paulo os dispensários de livre acesso e gratuitos para o teste HIV, a distribuição de medicamentos para os tratamentos das pessoas infectadas, defensor da gay pride de São Paulo e antigo prefeito dessa cidade, tem, ele, prometido defender os direitos dos homos e a união dos casais homossexuais, como ele sempre fez. Ele acusa atualmente sua concorrente de negar as teses históricas do Partido dos Trabalhadores por puro interesse eleitoral e para ganhar os votos dos evangelistas.

Em 31 de outubro próximo, a comunidade gay brasiliense terá sem dúvida de coração de mostrar seu peso nessa eleição que não está ainda ganha por Dilma.

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