PSDB Concorda com Dilma: Se não Faz, Perde a Credibilidade

O PSDB concorda com a declaração da candidata oficial à Presidência, Dilma Rousseff (PT): quem promete e não faz, não merece credibilidade. E o telhado da candidata petista, constatou o deputado João Almeida (BA), é de vidro. “Nunca na história desse País, um partido prometeu tanto, mas nada fez.”

A lista de falsas promessas, segundo Almeida, é extensa: Fome Zero, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida, Primeiro Emprego (substituído, apressadamente, pelo ProJovem e pelo Praça da Juventude), Luz para Todos, , o discurso da moralidade etc.

Quem promete e não faz, perde credibilidade? É por isso que o PT não tem a mínima credibilidade. Prometeu toda a vida moralidade, mas fez o mensalão e todo tipo de patifaria. A Dilma prometeu fazer o PAC, mas não o fez. São sucessivas mentiras”, criticou.

Para o deputado Otávio Leite (RJ), o Bolsa Família é um exemplo que revela a falta de credibilidade do PT. “Quando não faz falsas promessas, o PT copia os programas criados durante o governo do PSDB. A rede de proteção social existente no Brasil tem DNA proveniente de ações tucanas.”

Questionado sobre a proposta do candidato à Presidência, José Serra, em ampliar o universo de famílias atendidas pelo programa de transferência de renda de 12,6 milhões para 27,6 milhões, o deputado declarou existir uma linha tênue entre os dois candidatos: “O Serra tem a preocupação de criar condições para as pessoas terem uma porta de saída do programa, a Dilma tem interesse eleitoreiro”, disse.

BOLSA FAMÍLIA

Como lembra João Almeida, o programa é resultado da concentração de cinco programas da Rede de Proteção Social criada pelo PSDB: Bolsa-Alimentação, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), o Bolsa-Escola, o Auxílio-Gás e o Brasil Jovem. “O governo do PT pegou todos os programas do governo anterior que estavam funcionando e empacotou com o nome de Bolsa Família. O primeiro artigo da lei que o criou diz que ele consolida e unifica os programas Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação e Vale-Gás. Não há originalidade”, diz Almeida.

LUZ PARA TODOS

Quando não faz falsas promessas, o PT tenta se apropriar da autoria dos programas criados pelo PSDB. É o caso do “Luz para todos”, plágio do programa “Luz no Campo”, criado em dezembro de 1999. O Luz no Campo surgiu para suprir a falta de energia que assolava o Brasil. No governo do PSDB, as residências com luz elétrica passaram de 70% para 90%, e no final de 2002 o projeto tinha atendido 419 mil famílias beneficiando cerca de 2,08 milhões de pessoas. Na gestão petista, o número de residências com energia elétrica cresceu 6%.


FOME ZERO

O Fome Zero, ambicioso plano de combate à fome, protagonizou o primeiro “desastre” do governo e teve vida curta, começou em 2003 e no ano seguinte tinha sido extinto. Uma série de trapalhadas impediu o desenvolvimento da ação: necessidade de apresentação de nota fiscal comprovando a compra de alimentos, falta de estrutura para receber doações, e incapacidade de fiscalização. Como resultado, o programa desembolsou, até outubro de 2003, apenas 11,5% (R$ 201 milhões) da sua dotação orçamentária de R$ 1,73 bilhão.

PRIMEIRO EMPREGO

Criado (2003) com o objetivo de assegurar emprego e renda para os jovens de 16 a 24 anos, o programa representou desilusão para a juventude. A ação previa o pagamento de subsídio às empresas, mas a proposta não surtiu efeito. Em maio de 2004, o Ministério do Trabalho tenta uma mudança de rumo, dá uma guinada à qualificação profissional e deixa para trás o subsídio. A ação, extinta em 2007, gastou R$ 10 milhões em gestão para criar nove mil vagas.

PROJOVEM

Em meio às cinzas do Primeiro Emprego, surge o Programa Integrado da Juventude (ProJovem). Ao mesmo tempo, o governo cria a Secretaria Nacional da Juventude, com orçamento de R$ 311 milhões. O ProJovem seria relançado em setembro de 2007, com orçamento de R$ 5,4 bilhões. Resultado: na cidade do Rio, em dois ano, o ProJovem entregou o diploma de ensino fundamental a 2,7 mil estudantes num universo de 298 mil matriculados.

O EMPACADO PAC

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), carro-chefe da campanha de Dilma, veio à luz com o objetivo de ser revolucionário para a infraestrutura do Brasil. O décimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado em junho, mostra que nem metade das obras do programa foi concluída. De acordo com o balanço, até abril deste ano, os empreendimentos terminados equivalem a R$ 302,5 bilhões, ou 46,1% do total previsto para o período. Almeida contesta o número. “O governo não realizou nem 15% do PAC”, diz.

MINHA CASA, MINHA VIDA

Outro programa eleitoreiro, o Programa Minha Casa, Minha Vida, que previa a construção de 1 milhão de habitações, a um custo de R$ 47 bilhões, até dezembro último, apenas 1.221 casas tinham sido construídas e só 367 mil casas foram contratadas até 26 de março, o que representa apenas 35% da meta.

AEROPORTOS

As promessas do governo federal para melhorar a malha aérea brasileira também não decolaram. Os estudos de viabilidade para a construção do terceiro aeroporto de São Paulo, por exemplo, caíram no esquecimento. O trabalho, segundo o ministro Nelson Jobim, serviria para subsidiar uma decisão do governo. A candidata oficial à Presidência, Dilma Rousseff (PT), então ministra-chefe da Casa Civil, em 2007, prometeu a construção da nova unidade. Mas os estudos adormecem nos arquivos do Planalto. Recentemente, Dilma descartou a construção do terceiro aeroporto, em clara contradição ao relatado no momento da crise.

DÉFICIT FISCAL

Ao assumir o governo, o PT prometeu respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e controlar os gastos com custeio. Não foi o que aconteceu. O governo federal deixará uma dívida para seu sucessor de 64,4% do Produto Interno Bruto (PIB), maior proporção em dez anos. Indicador da saúde fiscal de um país, a dívida total do setor público pode alcançar o montante recorde de R$ 2,2 trilhões em dezembro, segundo projeções de economistas.

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